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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Tour pelo samba carioca


Quem não é ruim da cabeça nem doente do pé não vai deixar passar uma visita ao Rio de Janeiro sem ir ao samba – mas tem que ser samba bom, daqueles que rolam pela cidade mesmo nos dias de semana, que juntam gente de todos os bairros nas praças, agremiações e clubes. Samba bom é o samba do chope gelado, da caipirinha amarga e da roda onde todo mundo tem a mesma cor e canta no mesmo tom, aquele do batuque que acelera o batuque do coração e do sorriso largo que não descola do rosto nem debaixo de macumba. Onde é que fica isso? Vem com a gente que você descobre rapidinho, mas cuidado, porque você vai querer ficar por aqui.



1 – Renascença

Moacyr Luz e a Roda de Samba do Trabalhador

Se você é como o Garfield e odeia segunda-feira, provavelmente sua opinião vai mudar rapidinho: esse é o dia do Samba do Trabalhador, no Renascença. Exatamente, em plena segunda feira o tradicional clube do Andaraí fica lotado sob o comando de Moacyr Luz. O local, que é um antigo reduto do movimento negro, recebe vários convidados para integrar a roda além dos 13 músicos que compõem o grupo. O ambiente familiar congrega pessoas de todas as idades em alto astral. Toda segunda-feira, das 16h às 21h. Rua Barão de São Francisco 54, Andaraí. Tel: (21)3253-2322.

2 – Samba da Pedra do Sal

Roda de Samba da Pedra do Sal


Segunda-feira é um dia concorrido, tanto que vai ser difícil escolher entre o samba do Renascença e o Samba da Pedra do Sal, que acontece no mesmo lugar, toda segunda-feira a partir das 19h30. O lugar, pertinho do Largo de São Francisco da Prainha, ali pela Praça Mauá, já tem um charme próprio por ser histórico: foi ali que há 200 anos foram ensaiados os primeiros acordes do batuque que hoje contamina todo mundo. Barraquinhas vendem petiscos e bebidas que dão mais gás à roda que segue noite adentro.

3 – Samba de Lei

Também na histórica Pedra do Sal rola o Samba de Lei, só que toda sexta-feira, ao ar livre. O lugar é grande, mas fica lotado por quem não abre mão de se esbaldar ao som de clássicos como Cartola, Herivelto Martins, Noel Rosa e Candeia, entre outros, além de vários sambas-enredo que fizeram sucesso nos desfiles cariocas. Começa às 19h.

4 – Roda de Samba do Cacique de Ramos

Muro da sede da Roda de Samba do Cacique de Ramos
Muro da sede da Roda de Samba do Cacique de Ramos


Samba de raiz e partido alto são sinônimo daquele que foi um dos primeiros blocos de carnaval do Rio de Janeiro, o Cacique de Ramos. Todo domingo Renatinho Partideiro comanda a roda local, berço de artistas consagrados como Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra, Fundo de Quintal e Jorge Aragão, entre outros. Das 17h às 23h – mas também chegue cedo, porque enche. A entrada é gratuita mas você pode alugar mesa por R$ 10. Quadra do Caique de Ramos, Rua Uranos 1326, Olaria. Tel: (21)3547-0065.

5 – Samba da Ouvidor

Gabriel da Muda e a Roda de Samba da Ouvidor
Roda de Samba da Ouvidor ao lado do prédio da Bolsa de Valores


Dois sábados por mês (normalmente o primeiro e o terceiro), a partir das 16h30 o grupo se reúne na esquina das ruas do Ouvidor com Mercado, ali pertinho da Praça XV. O repertório da roda costuma girar em torno das músicas inesquecíveis de Monarco, Candeia, Alberto Lonato, Walter Rosa e Noel Rosa, entre tantos outros compositores inesquecíveis. assim como todo evento ao ar livre, é cancelado quando há forte ameaça de chuva, então a dica é dar uma olhadinha na programação no site oficial do Samba da Ouvidor.

6 – Bar do Beco do Rato

Sincretismo religioso e o samba, altar na entrada do Bar Beco do Rato
Sincretismo religioso e o samba, altar na entrada do Bar Beco do Rato


O Bar do Beco do Rato é um dos mais famosos redutos do samba carioca, conhecido por ter sido berço de nomes como Moacyr Luz, Beth Carvalho e Wilson Moreira. Além do som de primeira o local ainda tem aquela comida de botequim irresistível. A roda de samba acontece às terças e sextas, mas como há intensa programação de música ao vivo durante toda a semana, volta e meia os dias mudam. Não custa nada dar uma conferida. O bar fica aberto segunda e quarta das 8h às 22h, terça e quinta das 8h às 0h e sexta das 8h às 3h. Rua Joaquim Silva 11, no Centro. Tel: (21)2508-5600. Há cobrança de couvert artístico.

7 – Roda de Samba do Bip Bip

Alfredinho e a Roda de Samba do Bar Bip Bip
Alfredinho e a Roda de Samba do Bar Bip Bip


A princesinha do mar também samba, e muito. Um dos clássicos bares de Copacabana, o Bip Bip, promove uma roda de samba quente todas as quintas, sextas e domingos. Nos outros dias rola música também, às segundas é roda de choro e às terças de bossa nova. Rua almirante Gonçalves 50, Copacabana.

8 – Samba Luzia


Música boa e companhia melhor ainda: Cristo Redentor, Pão-de-Açúcar e Santa Teresa como cenário. Quem disse que a perfeição não existe? Chega lá no Samba Luzia que você vai cerca de mil pessoas comungando samba na mais completa harmonia. A cada abre às 20h, mas a roda começa às 22. a programação é tão farta que só olhando mesmo no site da casa, que fica na Rua Almirante Silvio de Noronha 300, Centro.
9 – Samba do Armazém do Senado
Pé direito alto, balcãozão, boteco com portas abertas para a rua, a casa simples e centenária é cheia de histórias, que se acumulam mais ainda todo primeiro sábado do mês com o grupo Samba-Enredo, especializado em sambas de carnaval. Das 14h às 18h, na Avenida Gomes Freire 256 – esquina com a Rua do Senado, claro, na Lapa.

10 – Trapiche Gamboa

O casarão antigo de três andares fica cheio de mesinhas, cadeiras, comidinhas deliciosas, chope gelado e muito samba no pé. Em todos os andares dá para ouvir a roda de samba do térreo, onde a música come solta com os músicos pertinho de todo mundo. Da criancinha à vovó, a diversão é garantida. O lugar também é histórico, afinal foi na Gamboa que o samba se tornou a maior festa popular da cidade. Rua Sacadura Cabral 155, Praça Mauá.

E para curtir tudo isso? Bom, para curtir tudo isso, se acabar no samba e aproveitar tudo o que o Rio de Janeiro tem para te dar, pense em optar pelo aluguel portemporada no Rio de Janeiro. Assim, você economiza e ganha mais liberdade para ir e vir a hora que bem entender. Vamos?

Texto produzido por Carolina Peres